Marcelo Noronha aponta fundos FGI e FGO como essenciais para pequenas empresas apesar da inadimplência
O CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, defendeu nesta sexta-feira (23) a manutenção das linhas de crédito para micro, pequenas e médias empresas garantidas pelos fundos públicos FGI e FGO, independentemente do resultado da próxima eleição presidencial.
A declaração ocorreu durante teleconferência com analistas do Bank of America, momento em que o executivo destacou a importância dos recursos para oferecer prazos mais longos, juros menores e carência aos empreendedores brasileiros, conforme informação divulgada por Noticias.
A discussão sobre o papel do Estado no crédito ganha força no mercado financeiro e separa as propostas econômicas dos candidatos à presidência, influenciando diretamente a avaliação das ações do Bradesco na bolsa de valores.
Impacto do crédito subsidiado na inadimplência bancária
Para analistas do mercado financeiro, essas linhas de crédito com garantia pública explicam cerca de metade da alta da inadimplência registrada no terceiro trimestre de 2024, gerando debates intensos entre investidores.
Pelos cálculos divulgados pelo J.P. Morgan, os fundos responderam por 0,14 ponto percentual da alta nos atrasos superiores a 90 dias, fazendo o índice geral passar de 4,3% para 4,6% da carteira do Bradesco no período avaliado.
Avaliação do FGI e FGO pelo Bradesco
Apesar do reflexo nos indicadores de atraso, o CEO do Bradesco classificou os fundos garantidores como um dos melhores programas governamentais já criados, afirmando que a retirada desse vento afetaria todo o mercado brasileiro.
Atualmente, essas operações já figuram entre as cinco maiores carteiras do banco, apresentando um crescimento expressivo de 31% no intervalo de um ano, segundo dados apresentados pelos principais executivos da instituição financeira.
Propostas políticas para o futuro do crédito
O debate eleitoral coloca em evidência divergências sobre o futuro dos subsídios estatais, sendo que a cartilha de Flávio Bolsonaro propõe limitar o crédito subsidiado com recursos do Tesouro, sugerindo a compra de dívidas bancárias com desconto.
Enquanto o cenário político se define para o pleito de domingo (25), a alta cúpula do Bradesco reforça que a descontinuidade dessas políticas públicas traria impactos negativos generalizados para a economia nacional.
Perguntas Frequentes
O que o CEO do Bradesco defendeu sobre o crédito com garantia pública?
Marcelo Noronha defendeu a manutenção das linhas de crédito garantidas pelos fundos FGI e FGO em qualquer governo, destacando que são fundamentais para o suporte às micro, pequenas e médias empresas.
Qual é o impacto dessas linhas de crédito na inadimplência do Bradesco?
Segundo estimativas do J.P. Morgan, os fundos garantidores responderam por 0,14 ponto percentual na alta dos atrasos acima de 90 dias, elevando a inadimplência do banco de 4,3% para 4,6% no trimestre.
Quais fundos públicos de garantia são utilizados pelos bancos?
Os principais fundos citados são o FGI (Fundo Garantidor para Investimentos) e o FGO (Fundo Garantidor de Operações), que oferecem prazos longos, carência e juros menores aos empreendedores.
Qual é a posição dos candidatos sobre o crédito subsidiado?
A cartilha econômica de Flávio Bolsonaro propõe limitar o crédito subsidiado com recursos do Tesouro e sugere que o governo compre dívidas bancárias com desconto e ofereça carência de até 12 meses.

