Expansão da rede varejista focará em novas regiões utilizando recursos próprios e mantendo o modelo tradicional de megalojas.

A rede de lojas Havan vai concentrar seus próximos investimentos nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, locais onde a marca ainda possui pouca presença física, conforme plano estratégico revelado recentemente.

Em entrevista exclusiva, o fundador e único acionista da empresa, Luciano Hang, confirmou que a expansão territorial será financiada inteiramente com capital próprio, sem a necessidade de abrir o capital da companhia na bolsa de valores.

A nova fase de crescimento da varejista busca replicar o sucesso obtido no Sul e em São Paulo, conforme informação divulgada por Noticias.

Investimento em novas megalojas nas regiões Norte e Nordeste

O empresário Luciano Hang destacou que a prioridade geográfica agora são os estados nortistas e nordestinos, aproveitando o potencial de consumo dessas praças estratégicas para a abertura de novas unidades.

Atualmente, a estrutura da rede comercial de Santa Catarina reúne quase 50 megalojas, enquanto o estado do Paraná soma mais de 40 unidades em funcionamento.

Outras praças importantes, como o estado do Rio Grande do Sul, devem ultrapassar a marca de 30 filiais, e o mercado paulista já conta com mais de 40 lojas consolidadas.

Modelo de negócio e mix de produtos consolidados

Para fincar bandeira nos novos mercados, a companhia pretende repetir rigorosamente a fórmula tradicional que sustentou o sucesso da marca de varejo até o momento atual.

O fundador atribui os resultados financeiros históricos ao modelo de negócio focado em encantar os consumidores, garantindo uma experiência de compra diferenciada em todos os departamentos.

O portfólio de mercadorias continuará inalterado, abrangendo desde cama, mesa e banho até eletrônicos, brinquedos, vestuário e artigos de decoração, cujo mix atual é considerado perfeito pela diretoria.

Cautela com crédito, juros altos e contas públicas

Apesar da confiança plena no modelo comercial, a administração adota uma postura bastante cautelosa diante do cenário macroeconômico atual brasileiro, marcado por custos elevados do dinheiro.

O empresário aponta que o consumo geral perdeu força recentemente devido aos patamares elevados das taxas de juros e aos temores persistentes em relação ao rumo das contas públicas.

No setor de financiamento, metade das vendas da rede utiliza o cartão próprio da empresa, proporção que a diretoria pretende manter com rígido controle sobre a taxa de inadimplência.

Perspectivas econômicas e confiança do consumidor

A análise da diretoria aponta que o mercado atravessa um momento de clara acomodação, diretamente motivada pelo encarecimento do crédito e pelas incertezas sobre o futuro financeiro do país.

Para a marca, tanto o empresário quanto o consumidor final só realizam novas aquisições quando sentem segurança na economia, visualizando quedas na inflação e nos juros.

Mesmo com os desafios impostos pelo ambiente econômico nacional, a rede reafirma sua capacidade financeira para crescer de forma totalmente independente nos próximos anos.

Perguntas Frequentes

Quais regiões vão receber novas lojas da Havan?

A Havan vai concentrar o crescimento dos próximos anos nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, onde a rede varejista ainda possui pouca presença.

A Havan vai abrir o capital na bolsa de valores?

Não, o fundador e único acionista Luciano Hang afirmou que a empresa seguirá sem abrir capital e tem recursos próprios suficientes para crescer sozinha.

Como está distribuída a presença atual da Havan no Brasil?

Santa Catarina tem quase 50 megalojas, o Paraná soma mais de 40, o Rio Grande do Sul deve passar de 30 unidades e São Paulo já conta com mais de 40 lojas.

Qual é a postura da Havan em relação aos juros e à economia?

A empresa adota cautela devido aos juros altos e às incertezas nas contas públicas, ponderando que o consumo perdeu fôlego nesse cenário econômico desafiador.