Contrato milionário garante sobrevida ao clássico bombardeiro supersônico da Guerra Fria

A Força Aérea dos Estados Unidos destinou recentemente a quantia de 23,5 milhões de dólares para manter em operação a sua frota de envelhecidos bombardeiros supersônicos da Guerra Fria, mesmo com a chegada de novas tecnologias militares ao setor de defesa norte-americano.

O acordo financeiro foi firmado em 25 de setembro pela empresa Thomas Instrument, sediada em Brookshire, no Texas, para realizar a revisão geral de sensores críticos nas superfícies de controle dos jatos Rockwell B-1B Lancer até setembro de 2031, conforme informação divulgada por Simple Fly.

Essa movimentação estratégica representa o mais recente esforço de modernização voltado para essas grandes aeronaves de asas em geometria variável, que deveriam estar sendo preparadas para o deserto de aeronaves em vez de novas missões de combate.

Modernização da frota de bombardeiros

O investimento recente faz parte de uma série de aportes financeiros contínuos aplicados pela Força Aérea dos Estados Unidos para sustentar a capacidade operacional dos antigos jatos supersônicos Rockwell B-1B Lancer.

A escolha por estender a vida útil dessas aeronaves surpreende analistas de defesa, pois os grandes bombardeiros com asas de geometria variável já deveriam estar sendo direcionados para o cemitério de aviões conhecido como Boneyard.

Contrato com a Thomas Instrument

Para viabilizar a manutenção prolongada, o governo norte-americano firmou uma parceria estratégica com a empresa Thomas Instrument, localizada na cidade de Brookshire, no estado americano do Texas.

O acordo assinado no final de setembro garante que a companhia execute a revisão completa e detalhada de sensores essenciais nas superfícies de controle de voo da frota até o mês de setembro de 2031.

Preparação para o novo B-21 Raider

O direcionamento de verbas para a manutenção dos modelos B-1B Lancer ocorre justamente em um momento de transição tecnológica, enquanto a instituição militar prepara a chegada gradual do novo bombardeiro estratégico B-21 Raider.

Apesar da chegada iminente da nova geração de aeronaves furtivas, a Força Aérea opta por continuar investindo na sustentação de seus veteranos jatos supersônicos para missões ativas nas forças armadas.

Perguntas Frequentes

Por que os EUA estão investindo no bombardeiro B-1B Lancer?

A Força Aérea dos Estados Unidos investiu 23,5 milhões de dólares para sustentar e modernizar a frota de bombardeiros supersônicos da Guerra Fria, garantindo sua operacionalidade até 2031.

Quem recebeu o contrato de manutenção da Força Aérea dos EUA?

A empresa Thomas Instrument, sediada em Brookshire, no Texas, foi a responsável por garantir o contrato para overhaul de sensores em setembro.

Até quando vai o contrato de revisão dos jatos B-1B Lancer?

O contrato firmado para a revisão de sensores críticos nas superfícies de controle da frota Rockwell B-1B Lancer tem validade até setembro de 2031.

Como o B-1B Lancer se relaciona com o novo B-21 Raider?

O investimento nos jatos antigos ocorre enquanto a Força Aérea dos Estados Unidos se prepara para a futura frota de bombardeiros furtivos B-21 Raider.