Fintech Jeeves investe US$ 110 milhões para levar cartão corporativo em stablecoins a novos mercados e fortalecer infraestrutura blockchain.

A Jeeves, fintech especializada em pagamentos B2B, garantiu um aporte significativo de US$ 110 milhões em uma rodada de investimento. O capital será direcionado para a expansão de sua infraestrutura baseada em blockchain e o uso estratégico de stablecoins, marcando um reforço em sua tese de mercado.

Com esse novo fôlego financeiro, a empresa planeja estender a oferta de seu cartão corporativo em stablecoins para 35 países, incluindo nações como Argentina e Peru, além de estabelecer um novo escritório em Madri, solidificando sua presença global.

A iniciativa vem acompanhada do lançamento de uma carteira proprietária de stablecoins, habilitando pagamentos em 190 países e a promessa de futuras ferramentas de monitoramento impulsionadas por inteligência artificial, conforme informação divulgada por Fintech.

Expansão Global e Inovação com Stablecoins

A recente rodada de investimento, liderada pela CoinFund, contou com a participação de nomes de peso como AllianceBernstein, Andreessen Horowitz, Coinbase Ventures, CRV, GIC (fundo soberano de Singapura), Global PayTech Ventures, ParaFi, Vista, Wintermute e Y Combinator. Embora o valuation não tenha sido revelado, o aporte visa acelerar a presença da Jeeves em mais mercados.

Geograficamente, o cartão corporativo em stablecoins passará a ser ofertado em 35 países, expandindo de 25, com a inclusão de mercados estratégicos como Argentina, Costa Rica, República Dominicana, Guatemala, Panamá, Peru, Paraguai e Uruguai. Para otimizar a operação europeia, a fintech abrirá um escritório em Madri, somando-se à já existente operação em São Paulo, Brasil, desde 2024.

No âmbito de produtos, a Jeeves apresentou sua carteira proprietária de stablecoins, capaz de realizar pagamentos para 190 países. Futuramente, a empresa planeja integrar uma ferramenta de monitoramento global de gastos com IA e um módulo de contas a receber, visando simplificar a gestão financeira de empresas que operam em múltiplos mercados, eliminando a dependência de bancos locais e planilhas complexas.

Acelerado Crescimento e a Visão de "Banco Nativo em Stablecoin"

O investimento chega após um período de crescimento robusto para a Jeeves. Em 14 meses, o volume total transacionado pela fintech triplicou, alcançando a marca de US$ 5 bilhões anualizados, e sua receita cresceu quatro vezes.

Um dos destaques é o volume liquidado em stablecoins, que atingiu US$ 1,5 bilhão anualizado em apenas oito meses, partindo de quase zero. A Jeeves, que começou como uma fintech de cartão corporativo e gestão de despesas, hoje se posiciona como uma plataforma bancária nativa em stablecoin.

Dileep Thazhmon, fundador e CEO da Jeeves, enfatiza a visão por trás dessa transformação: "Construímos a Jeeves como uma plataforma bancária sobre trilhos de stablecoin porque é a única forma de dar às empresas a mesma velocidade e estrutura de custo movendo dinheiro entre São Paulo e Berlim que elas têm transacionando dentro de um só país". A empresa atende milhares de companhias, incluindo gigantes como BMW, H&M, Lululemon, Burger King, Kavak e a brasileira XP, com mais de 80% utilizando múltiplos produtos da plataforma.

O Brasil no Centro da Estratégia da Jeeves

Embora o aporte não detalhe impactos específicos na operação brasileira, o Brasil tem sido palco de anúncios estratégicos recentes pela Jeeves. No início de 2025, a fintech entrou no mercado de crédito para viagens corporativas, já classificando o país como um dos seus "top five" mercados.

Em janeiro, a empresa revelou uma rota de stablecoins entre Brasil e Estados Unidos. Em abril deste ano, com o lançamento da carteira digital, foi anunciado que o cartão corporativo lastreado em stablecoin começaria pela Argentina e chegaria ao Brasil até o final do trimestre, com uso inicial para pagamentos nos Estados Unidos. A promessa é de destravar pagamentos internacionais instantâneos e sem IOF para empresas sem presença física no exterior.

Gustavo Gorenstein, CEO da Jeeves no Brasil, demonstra grande otimismo e ambição para o mercado local. Ele projeta que a operação brasileira crescerá quatro vezes em aproximadamente um ano, afirmando: "O Brasil vai virar o maior mercado da Jeeves em pouco tempo. É o que mais tem crescido". Gorenstein também busca desmistificar o conceito para empresários, resumindo: "Stablecoin é só o meio, só que mais barato e mais rápido".

Perguntas Frequentes

O que é a Jeeves e qual seu foco principal?

A Jeeves é uma fintech de pagamentos B2B que oferece uma plataforma bancária nativa em stablecoin, incluindo cartões corporativos, contas a pagar e gestão de gastos, com liquidação rápida e ferramentas de IA para reconciliação de transações.

Qual o valor do novo investimento na Jeeves e para que será utilizado?

A Jeeves captou US$ 110 milhões em uma rodada liderada pela CoinFund. O valor será usado para expandir a oferta do cartão corporativo em stablecoins para 35 países, abrir um escritório em Madri e desenvolver novos produtos, como uma carteira proprietária de stablecoins e ferramentas de monitoramento com inteligência artificial.

Como a Jeeves planeja expandir sua presença global com stablecoins?

A Jeeves expandirá seu cartão corporativo em stablecoins para 35 países, adicionando oito novos mercados na América Latina, e abrirá um escritório em Madri para cobrir a Europa. Além disso, sua carteira proprietária de stablecoins já permite pagamentos em 190 países, consolidando sua infraestrutura global de pagamentos.

Qual a importância do Brasil para a estratégia global da Jeeves?

O Brasil é considerado um mercado prioritário para a Jeeves, já figurando entre os "top five" da fintech. O CEO Gustavo Gorenstein projeta que o país se tornará o maior mercado da empresa em breve, com uma expectativa de crescimento de quatro vezes na operação local, impulsionado pela rota de stablecoins entre Brasil e Estados Unidos e o lançamento do cartão corporativo.