O líder da gigante logística JSL, Guilherme Sampaio, detalha como a cultura e a retenção de talentos são chaves para o futuro lucro da empresa.
A JSL (JSLG3), gigante brasileira de logística com 32 mil ativos e grandes clientes, enfrenta um desafio crucial: crescer mantendo a lucratividade. O CEO, Guilherme Sampaio, de 42 anos, detalha a estratégia para equilibrar expansão e resultados financeiros.
Para Sampaio, replicar a cultura da empresa septuagenária a cada novo contrato é uma tarefa complexa. Ele gerencia 37 mil funcionários diretos e cerca de 5 mil caminhoneiros independentes, muitos alocados à distância nos clientes da JSL.
Em entrevista, concedida antes da recente nomeação de Eduardo Nauck como novo CFO, o executivo enfatizou a resiliência do setor. "Independentemente do cenário, atuamos na economia real. A demanda sempre vai existir, cabe a nós capturá-la", afirmou, conforme informação divulgada por NOTICIAS.
A Importância da Liderança na Expansão da JSL
Para Guilherme Sampaio, o sucesso da JSL depende diretamente da qualidade e autonomia de suas lideranças. A estratégia para o crescimento sustentável envolve empoderar os colaboradores da JSL logística.
"Quanto mais pessoas sêniores tocando as operações, cada uma na sua expertise, maior a possibilidade de crescermos de forma correta. O meu papel é orquestrar", explicou o CEO da JSL.
A JSL foca na formação contínua de seus gerentes, que têm uma média de dez anos na empresa, resultando em um baixo turnover geral de 3%.
Muitos desses líderes trabalham alocados diretamente nos clientes, espalhados pelo Brasil, desde o Pará até o Rio Grande do Sul.
"Nosso papel é assegurar que tenhamos gente preparada para tocar os projetos. São nossos funcionários que cuidam do cliente, dos ativos e da manutenção", detalhou o CEO.
"No fim das contas, esses profissionais são responsáveis pelo resultado da operação", complementou Guilherme Sampaio, reforçando a importância dos talentos da empresa.
Cultura Organizacional e o Crescimento da Logística
Replicar a cultura de uma empresa septuagenária para 37 mil colaboradores e milhares de terceirizados é um dos maiores desafios da JSL, a gigante de logística.
Sampaio questiona a transmissão dessa cultura no setor de serviços, onde muitos gerentes atuam de forma independente. "Meus gerentes não falam comigo todos os dias, eles sabem o que precisa ser feito", diz ele.
A resposta, segundo o CEO, reside em preparar essas equipes para agirem com autonomia e alinhamento aos valores da companhia, garantindo a qualidade do serviço prestado a seus 650 clientes ativos.
Essa capacitação é vista como um pilar essencial para o crescimento da JSL, mesmo diante da distância física e da diversidade regional de suas vastas operações logísticas.
O Desafio da Rentabilidade no Setor de Serviços Logísticos
Manter a rentabilidade enquanto se busca a expansão é o principal desafio da JSL.
Sampaio, que assumiu a posição de CEO há pouco mais de nove meses após transição do CFO, entende que a atuação na "economia real" garante demanda constante para a companhia.
"A demanda sempre vai existir, cabe a nós capturá-la", afirma o executivo, indicando uma visão otimista e proativa para o futuro da empresa.
Recentemente, a companhia anunciou a nomeação de Eduardo Nauck como o novo CFO e diretor de relações institucionais, consolidando a equipe de alta gestão.
Essa reorganização visa fortalecer a estrutura para suportar os planos de crescimento rentável da JSL, focando em eficiência operacional e na maximização dos resultados financeiros.
Perguntas Frequentes
Qual o principal desafio da JSL, segundo seu CEO?
O principal desafio da JSL é crescer com lucratividade, conforme declarado pelo CEO Guilherme Sampaio. A empresa busca equilibrar a expansão de seus 32 mil ativos e 650 clientes com a manutenção de sua cultura e bons resultados financeiros.
Quem é o CEO da JSL e qual sua experiência anterior?
O CEO da JSL é Guilherme Sampaio, de 42 anos. Ele está à frente da companhia há pouco mais de nove meses e, antes disso, ocupava o cargo de CFO da própria JSL, acumulando vasta experiência na gestão financeira e estratégica da gigante logística.
Como a JSL planeja reter seus talentos e manter a cultura organizacional?
A JSL investe na formação e retenção de lideranças, com gerentes tendo uma média de dez anos na empresa e um baixo turnover de 3%. O CEO Guilherme Sampaio ressalta a importância de preparar esses profissionais para atuarem de forma autônoma, transmitindo a cultura organizacional mesmo em operações remotas por todo o Brasil.
Quantos funcionários diretos e terceirizados a JSL possui em operação?
A JSL conta com 37 mil funcionários diretos e, adicionalmente, cerca de 5 mil caminhoneiros contratados de forma independente por mês, operando em todo o território nacional para atender seus clientes.

