Justiça do Rio de Janeiro decreta o fim da recuperação judicial da varejista após quase quatro anos

A Justiça do Rio de Janeiro decretou na última segunda-feira (19) o encerramento da recuperação judicial da Americanas, marcando um novo capítulo para a varejista brasileira quase quatro anos após a revelação de uma crise financeira sem precedentes no setor.

O processo foi concluído três anos e nove meses após a descoberta de uma fraude contábil de R$ 25,3 bilhões, escândalo que obrigou a companhia a buscar proteção contra credores acumulando um passivo total estimado em R$ 43 bilhões.

Com a nova determinação judicial, a empresa deixa de operar sob supervisão da Justiça e recupera o direito de retirar a expressão em Recuperação Judicial de sua denominação oficial, conforme informação divulgada por Noticias.

Fim da recuperação judicial da Americanas

A sentença oficial foi proferida pelo juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, titular da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, após análises detalhadas do andamento processual e das obrigações assumidas pela gestão da companhia.

O magistrado declarou formalmente cumpridas as obrigações do plano que possuíam vencimento estipulado em até dois anos após a homologação inicial, realizada em 26 de fevereiro de 2024, restabelecendo a normalidade jurídica para a marca.

Impacto nas subsidiárias do grupo varejista

A decisão tomada pela Justiça fluminense não se restringe apenas à operação principal da varejista, estendendo-se também para três subsidiárias importantes ligadas ao conglomerado empresarial e financeiro.

Foram incluídas no encerramento as empresas B2W Digital Lux, JSM Global e ST Importações, garantindo que todo o ecossistema envolvido no processo de reestruturação financeira supere o período crítico de supervisão.

Pareceres favoráveis e avaliações de mercado

O encerramento do processo ocorreu após a emissão de pareceres inteiramente favoráveis por parte da administração judicial e também do Ministério Público do Rio de Janeiro, pavimentando o caminho para a decisão final.

Em abril, executivos da companhia já haviam relatado à Bloomberg Línea a expectativa de que o desfecho positivo motivasse analistas de grandes bancos a retomarem a cobertura das ações (AMER3), suspensa desde o início da crise.

Próximos passos e cautela jurídica

Apesar do avanço histórico para a governança da empresa, a decisão judicial ainda permanece sujeita à interposição de recursos por parte dos interessados, conforme detalhado em fato relevante divulgado pela companhia à noite.

A gestão segue monitorando o cenário corporativo e regulatório para consolidar sua reestruturação no mercado brasileiro de varejo, buscando recuperar a confiança de investidores, fornecedores e do mercado financeiro nacional.

Perguntas Frequentes

Quando foi encerrada a recuperação judicial da Americanas?

A Justiça do Rio de Janeiro decretou o encerramento da recuperação judicial da Americanas na segunda-feira (19), três anos e nove meses após a revelação da fraude contábil.

Qual foi o valor da fraude contábil que atingiu a varejista?

A fraude contábil revelada pela Americanas foi de R$ 25,3 bilhões, o que levou a empresa a pedir proteção contra credores com um endividamento total de R$ 43 bilhões.

Quem foi o juiz responsável pela decisão da Americanas?

A sentença foi proferida pelo juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, com base em pareceres favoráveis da administração judicial e do Ministério Público.

Quais empresas subsidiárias também foram beneficiadas pela decisão?

A decisão judicial de encerramento da recuperação alcançou também três subsidiárias da varejista, sendo elas a B2W Digital Lux, a JSM Global e a ST Importações.