Há 115 anos, o aviador francês Louis Blériot fez história com o primeiro voo de avião sobre as águas turbulentas do Canal da Mancha.
Em 25 de julho de 1909, o aviador e engenheiro francês Louis Charles Joseph Blériot fez história ao completar a primeira travessia aérea do Canal da Mancha. Partindo de Les Baraques, na França, em seu monoplano Type XI, ele voou rumo a Dover, na Inglaterra.
Iniciada às 4h41 da manhã, a audaciosa jornada foi marcada por desafios, como a ausência de bússola e a baixa visibilidade. Blériot utilizou inicialmente um destróier de torpedos como referência visual no perigoso trajeto.
Este feito não apenas lhe garantiu aclamação internacional e um prêmio de 1.000 libras do Daily Mail, mas também impulsionou significativamente o desenvolvimento da aviação mundial, conforme informação divulgada por This Day.
Uma Odisseia Sem Bússola sobre o Canal da Mancha
A bordo de sua aeronave, o Blériot Type XI, Louis Blériot enfrentou visibilidade precária e ventos fortes. Ele decolou sem uma bússola, usando inicialmente o destróier Escopette, da classe Pertuisane, como guia através do nevoeiro do Canal da Mancha.
Após cerca de dez minutos de voo, a visibilidade piorou, deixando-o apenas com a visão da água abaixo. Blériot percebeu que havia sido desviado pelo vento para leste de seu curso, adaptando-se para seguir a costa até avistar o ponto de pouso.
O pouso em Northfall Meadow, perto do Castelo de Dover, foi mais difícil do que o previsto devido às rajadas de vento próximas aos penhascos, causando pequenos danos ao monoplano. A distância percorrida foi de aproximadamente 31 milhas (cerca de 50 km), a uma velocidade média de 45 milhas por hora (72 km/h).
O Monoplano Blériot Type XI: Inovação e Legado
O Blériot Type XI era um monoplano de um assento e motor único, medindo cerca de 7,99 metros de comprimento e 7,72 metros de envergadura. Originalmente, era impulsionado por um motor R.E.P. de sete cilindros e 30 cavalos, que foi substituído por um mais confiável motor Anzani W-3 de 25 cavalos para a histórica travessia.
O sucesso da travessia gerou uma demanda enorme pelo Blériot Type XI. Entre 1909 e 1914, cerca de 900 unidades do modelo foram vendidas, solidificando a empresa de Blériot como uma força na nascente indústria aeronáutica.
O monoplano original utilizado na travessia foi doado pelo jornal Le Matin ao Musée des arts et métiers, em Paris, em outubro de 1909. A aeronave permanece como peça da coleção permanente do museu, testemunhando o pioneirismo de Blériot.
Do Engenheiro ao Cavaleiro: A Vida de Louis Blériot
Nascido em 1º de julho de 1872 em Cambrai, França, Louis Blériot demonstrou desde cedo um espírito inventivo. Antes de se dedicar à aviação, ele se formou como engenheiro elétrico e, em 1896, inventou os faróis de acetileno para automóveis.
Seu interesse pela aviação floresceu após a Exposição de Paris de 1900. Blériot utilizou o lucro de sua fábrica de lâmpadas para financiar suas experiências aeronáuticas, fundando posteriormente a Recherches Aéronautique Louis Blériot.
Reconhecido por sua audácia, Blériot foi nomeado Cavaleiro da Legião de Honra pela França. Ele faleceu em 2 de agosto de 1936, em Paris, deixando um legado que inclui o Troféu Blériot, instituído em 1930 para premiar voos de alta velocidade.
Perguntas Frequentes
Qual foi o feito histórico de Louis Blériot em 1909?
Em 25 de julho de 1909, Louis Blériot realizou a primeira travessia aérea do Canal da Mancha em um avião, pilotando seu monoplano Blériot Type XI de Les Baraques, França, até Dover, Inglaterra.
Quais desafios Louis Blériot enfrentou durante o voo?
Blériot voou sem bússola ou relógio, enfrentando baixa visibilidade, neblina e ventos fortes. Ele usou um destróier como referência inicial e depois se orientou pela costa, pousando mais forte do que o planejado devido às rajadas de vento.
Que impacto a travessia do Canal da Mancha teve na carreira de Blériot?
A travessia trouxe a Louis Blériot aclamação internacional, o prêmio Daily Mail de 1.000 libras e a nomeação como Cavaleiro da Legião de Honra. O feito também impulsionou as vendas do seu Blériot Type XI, com cerca de 900 unidades vendidas até 1914.
Onde está o monoplano original de Louis Blériot?
O monoplano Blériot Type XI, utilizado na histórica travessia, foi doado pelo jornal Le Matin ao Musée des arts et métiers em Paris, em outubro de 1909, e faz parte da coleção permanente do museu.

