Consulta pública da ANAC revisa critérios do eVTOL Eve 100, enquanto subsidiária da Embraer busca validação europeia.

A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, deu um passo significativo rumo à certificação global de seu eVTOL, o Eve 100. Os avanços foram anunciados nesta segunda-feira (20), durante o prestigiado Farnborough International Airshow 2026.

Dois marcos importantes foram alcançados: a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) abriu uma consulta setorial sobre os critérios de aeronavegabilidade do Eve 100, e a empresa protocolou um pedido à agência reguladora da aviação da Europa (EASA) para iniciar a validação do Certificado de Tipo.

Essas iniciativas visam desenvolver uma base regulatória robusta e harmonizada internacionalmente para aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOLs), facilitando futuras operações comerciais em diversos mercados, conforme informação divulgada por GERAL.

Consulta Pública da ANAC Aperfeiçoa Requisitos para eVTOL

A consulta pública da ANAC, aberta até 18 de agosto, é uma etapa crucial para o desenvolvimento regulatório do Eve 100. Esta nova proposta de critérios de aeronavegabilidade substitui a versão anterior, publicada em novembro de 2024.

Segundo a agência brasileira, a revisão incorpora alinhamentos com práticas internacionais. Isso inclui diretrizes da agência reguladora dos Estados Unidos (FAA) para aeronaves da categoria powered-lift, buscando harmonizar os requisitos aplicáveis.

O objetivo central é apoiar o desenvolvimento do segmento de mobilidade aérea avançada no Brasil. Após o término da consulta, a ANAC analisará todas as contribuições recebidas antes de publicar a versão definitiva dos critérios para o eVTOL Eve 100.

Validação Internacional do Eve 100 Inicia Processo na EASA

Paralelamente ao processo brasileiro, a Eve Air Mobility apresentou à EASA um pedido para iniciar a validação do Certificado de Tipo do Eve 100. Esta medida é estratégica para facilitar as operações comerciais em mercados europeus, expandindo o alcance do eVTOL da Embraer.

A inclusão da autoridade europeia no programa de certificação complementa a atuação já existente com a ANAC e a FAA. A empresa busca alinhar requisitos técnicos entre Brasil, Estados Unidos e Europa, garantindo a interoperabilidade global.

O processo de certificação do Eve 100 junto à ANAC foi iniciado em fevereiro de 2022. Em 2023, a Eve passou a colaborar bilateralmente com a FAA para o processo de validação, promovendo a compatibilidade entre as autoridades certificadoras.

Estratégia Global para Futuras Operações do eVTOL

Com o protocolo apresentado à EASA, a Eve Air Mobility integra uma terceira autoridade aeronáutica em seu programa internacional. Isso reforça a estratégia de atuação conjunta com ANAC, FAA e EASA, fortalecendo a segurança e viabilidade do projeto.

A meta é harmonizar critérios técnicos e regulatórios aplicáveis ao Eve 100, preparando a aeronave para um lançamento global. As próximas etapas na Europa incluem familiarização inicial da aeronave e reuniões técnicas entre a fabricante e a agência europeia.

Perguntas Frequentes

O que é o eVTOL Eve 100 da Eve Air Mobility?

O Eve 100 é uma aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL) desenvolvida pela Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer. Ele é projetado para a mobilidade aérea avançada, visando operar em ambientes urbanos e regionais com foco na sustentabilidade.

Qual o papel da ANAC na certificação do Eve 100?

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) é a autoridade reguladora brasileira responsável pela certificação do Eve 100. Atualmente, a ANAC abriu uma consulta pública para revisar e harmonizar os critérios de aeronavegabilidade do eVTOL, alinhando-os a padrões internacionais como os da FAA.

Por que a Eve Air Mobility busca validação na EASA e FAA?

A Eve Air Mobility busca a validação do Certificado de Tipo do Eve 100 com a EASA (Europa) e a FAA (EUA) para garantir a compatibilidade e aceitação da aeronave em múltiplos mercados internacionais. Essa estratégia visa harmonizar os requisitos técnicos e regulatórios globais, facilitando futuras operações comerciais em diversos países e continentes.